CONVENTO NOSSA SENHORA DA PENHA EM VILA VELHA


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Construido em 1558, o Convento da Penha é um dos santuários religiosos mais antigos de todo o Brasil, tombado como patrimônio histórico cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O imponente monumento arquitetônico fica no alto do Morro da Penha, a 154m de altitude e 500m do nível do mar.

Possui fácil acesso por uma via feita para pedrestres com aproximadamente 20 minutos de uma subida íngreme com pedras tipo “pé-de-moleque” – conhecida como a ladeira da penitência – por carro, ou através do serviço de transporte do próprio santuário. Essa relíquia emociona a cada visita. A vista panorâmica lá de cima, 360 graus, é estonteante, permitindo visualizar todo entorno da Baía de Vitória, Atlântico, cidades de Vila Velha e Vitória. Foi construído também um mirante, de onde se pode apreciar uma das mais belas vistas, um verdadeiro cartão-postal da cidade.

Todo o complexo já passou por inúmeros restauros ao longo dos séculos. O altar-mor guarda entalhes em madeira de cedro nas paredes e marchetaria no assoalho, feitos por um escultor português. Mais de 20 tipos de mármore revestem o retábulo e colunas, além de preciosas talhas de madeira dourada com guirlandas e anjos, feitas por escultor italiano. O nicho de Nossa Senhora, que abriga a Imagem da Virgem da Penha, de origem portuguesa, orna com anjos e querubins, além das lindas imagens dos maiores santos franciscanos: São Francisco de Assis e Santo Antônio de Lisboa e de Pádua, coroando séculos de história e fé.


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No interior do Convento, o espaço mais expressivo é o da Igreja com sua preciosa Capela-Mor. O interior da igreja é revestido, parcialmente com madeira em cedro, entalhada com motivos fitomorfos, executada pelo escultor português José Fernandes Pereira, nos anos de 1874 a 1879, inclusive o assoalho com trabalho de marchetaria que no ano de 1980 foi reformado.

No Altar Mor da Igreja, remodelado em 1910, há mais de 200 peças de 19 tipos diferentes de mármore que adornam o retábulo e colunas. Possui cuidadosa talha de madeira dourada do escultor italiano Carlo Crepaz, adotando a caligrafia de ornamental do ecletismo pontuada por capitéis, coríntios, festões, guirlandas com elementos vegetalistas, medalhões, anjos e frontão, datando do século XIX.

No centro do retábulo, o nicho de Nossa Senhora, que abriga a Imagem da Virgem da Penha, de origem portuguesa, de 1569. A imagem é ladeada por anjos e querubins e honrada com as imagens dos maiores santos franciscanos: São Francisco de Assis e Santo Antônio de Lisboa e de Pádua.

Enobrecem as paredes da capela as primorosas obras paisagísticas do Convento da Penha, realizadas por Vitor Meireles, encomendadas por Frei João Costa, entregues em 1877, e as obras sacras de Pedrina Calixto, que assinou as mesmas nos anos de 1926 a 1927. Este santuário testemunha, desde os primórdios do povoamento da terra capixaba, a trajetória histórica evangelizadora dos religiosos da Ordem dos Frades Menores da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil e, também, a devoção a Nossa Senhora da Penha, padroeira do Estado do Espírito Santo, que ultrapassa as barreiras do Estado, pois milhares de romeiros e devotos chegam ao Santuário para visita-lo, render graças e apresentar suas homenagens e pedidos.


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É uma via de acesso ao Convento exclusiva de pedestre, é também conhecida como a “Ladeira das Sete voltas” ou ainda das “Sete Alegrias de Nossa Senhora”. O nome de Ladeira da Penitência é devido à sua declividade acentuada e disformidade de calçamento feito de pé-de-moleque, o que exige esforço para subi-la. O nome de “Ladeira das Sete voltas” é devido as curvas graciosas; e toda ela como que serpenteia pela mata, com seus recantos maravilhosos e convidativos à meditação e à oração a cada volta. As Sete Voltas também insinuam as “Sete Alegrias de Nossa Senhora”, devoção instituída e propagada pela Ordem Franciscana: anunciação, visita da prima Isabel, nascimento de Jesus, recebimento do Espírito Santo, apresentação de Jesus no templo, ressurreição e ascensão de Nossa Senhora.

Sua existência data da fundação do Convento, tendo já passado por ela personalidades importantes de cenário religioso e político do País, a exemplo do Imperador Dom Pedro II e sua comitiva em 1860. O seu calçamento de pedras é produto do trabalho dos escravos, que ocorreu pelo ano de 1643, iniciativa do Frei Paulo de Santo Antônio, tendo sido entre 1774 e 1777 renovado e que perdura até os nossos dias. A subida pela Ladeira da Penitência resulta numa caminhada de 457 metros, cheia de encantos pelas pedras seculares do calçamento, pelo verde da árvores seculares, pelas sete voltas com suas cruzes e mini-nichos com imagens para meditações e orações.


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Instalado pelo então guardião do Convento, Frei Alfredo W. Setaro, em 1952, o mseu de Nossa Senhora da Penha, na antiga Casa dos Romeiros. Foi reinaugurado, no ano de 2000, pelo guardião Frei Geraldo A. Freiberger. O Museu de Nossa Senhora da Penha exibe vários objetos do acervo histórico do Convento, selecionados nas raras coleções que documentam o cotidiano do Santuário, por mais de quatrocentos anos. Estão em exposição peças sacras, de liturgia, de vestimentas, dentre outras, além de ficar exposta uma parte da edificação do Santuário, no formato de uma “abóbada de tijolos apoiada sobre quatro pilares contígua a um pequeno cômodo originalmente de meia-água, em alvenaria de pedra e cal”.

Ao lado do museu está a Sala dos Milagres, que mostra parte da variada coleção de ex-votos, ofertados à milagrosa Virgem da Penha. A devoção popular de “pagamento de promessa” pelos devotos é secular e, aqui no Santuário, são muitíssimas as ofetas de ex-votos depositadas aos pés da imagem da Virgem da Penha.

Além dos objetos de ex-votos compostos de muletas, peças em cera e gesso, vestimentas e fotografias, a sala dos milagres também abriga a imagem de Nossa Senhora da Penha, esculpida por Carlo Crepaz, em 1958, fac-símile da original que também é denominada imagem peregrina por visitar as par´quias e comunidades de todo o Estado.


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