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JANTAR NO “THE ARGENTINA EXPERIENCE”


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Sempre uma noite incrível e animadíssima, com aproximadamente 20 convidados, divididos em duas mesas comunais, trajando uniformes apropriados. No coração de Palermo Hollywood, mais precisamente na Fitz Roy, a rua que é uma das grandes artérias pulsantes da noite porteña, com bares, restaurantes, gente bonita andando pra lá e pra, e aroma de parrilla al carbon no ar.

Você começa a noite sendo servido com um canapé de tartare de salmão da Patagônia, mas não pense que não vai colocar a mão na massa: em minutos você se vê preparando sua própria empanada, e conhecendo um pouco da sua história interessante.

Cada convidado aprende a técnica do “repulgue”, para fazer corretamente a dobradura que fecha a empanada, um dos segredos imprescindíveis para não deixar o recheio escapar da massa na hora do forneamento, e mostrar de que sabor será a mordida mais gostosa. Cada sabor tradicional tem um formato de empanada diferente.

O objetivo também é uma imersão cultural nos trejeitos dos hermanos à mesa, ensinados nos mínimos detalhes. São ensinados os trocadilhos, o gestual, como se portar em diferentes situações em um restaurante, ou por exemplo como pedir corretamente o ponto de sua carne na parrilla. Jugoso, por supuesto.

Após cada um escolher o recheio de sua empanada, recheá-la, e fechá-la, todas vão ao forno para assar, e voltaram douradíssimas, suculentas e crocantes. São devoradas com louvor. É um barato o campeonato entre as duas equipes nas mesas, disputando a categoria – com direito a prêmio – “formato empanada livre”, de onde saem empanadas criativas em formatos inimagináveis.

O segundo curso da refeição já vem pronto à mesa: as picadas. As picadas são vitais para os argentinos, podendo ser a entrada de uma grande refeição, ou o foco principal ao redor da mesa. Podem ser embutidos, queijos, ou panelinhas de ferro com linguiças.

No Argentina Experience, as picadas da noite vêm uma grande tábua de madeira apoiando vários pratos de pedra ardósia, alguns com a famosa morcilla, a linguiça escura – porquê tem sangue – bem tradicional e que os argentinos adoram. Outros pratos trazem charmosas panelinhas de uma linguiça dos deuses, também bem típica. Para completar a sucessão de picadas, chegam à mesa várias provoleteiras, as formas que fazem deliciosas provoletas – ninhos de provolone derretidos e prontos para serem abatidos por cada paladar.

Após a breve aula sobre os pontos da carne, cada um escolhe como virá a sua, e aguarda com sua bandeirinha que batiza o nome do ponto. A carne pode vir “cocida”, como a nossa bem-passada. Também pode lhe apetecer “al punto” – ao ponto. Para os que gostam da carne mal passada, como eu: “jugosa”. E por fim, caso peça “muy jugosa”, virá praticamente crua. A mesa é posta com fartura ao molho chimichurri e legumes assados, que habitualmente acompanham tudo que vem de saboroso da parrilla.A imagem pode conter: sobremesa e comida

Para quem não sabe o que é a parrilla: é o modo como os argentinos assam suas carnes, similar ao nosso churrasco. Com grelhas móveis, o método é diferente do nosso. A madeira ou o carvão são queimados separadamente, evitando que a queima do carbono interfira no sabor do que está sendo manuseado. As carnes não são furadas pelos espetos e permanecem sem serem perfuradas sobre as grelhas. Assim, o sangue delas não escorre, e fica todo conservado no interior, permitindo um paladar diferenciado e suculento.

Quando você pensa que a noite harmonizada a Malbec está acabando, ainda se dá conta de que muito está por vir. O ritual do mate – uma espécie de chimarrão – é uma aula de cultura. O Mate servido quente é a bebida originária dos povos que habitavam as regiões do cone sul. Cada dupla ganha seu recipiente para preparar seu mate, chamado calabaza. A infusão de ervas deve ter seu excesso de foligem limpa antes de ser consumida, chacoalhando com as mãos as ervas antes da água. É bebido através da bombilla, um canudo de metal.

Após a degustação da yerba mate quente e bebida na cuia, o momento mais aguardado: cada um aprende a montar seu próprio alfajor. As bolachas artesanais de alfajor vêm prontas, dispostas em duplas, com potes transbordando de doce de leite argentino, côco ralado, e ganache de chocolate. É simples: duas bolachas abraçam com carinho uma generosa porção de dulce de leche. Depois, a bolacha escorrega devagarinho no mar de côco ralado, e finalmente uma metade do alfajor é mergulhada na ganache de chocolate, deixando o alfajor prontinho para ser abocanhado por cada um na mesa, orgulhoso de sua obra-prima.


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